INDENIZAÇÃO PROCEDENTE em furto de bicicleta no Parque do Ibirapuera

por Arthur Zeger

Eu tinha uma série de assuntos interessantes para inaugurar meu Blog – aliás, estava triando um bom assunto para dar o pontapé inicial. Fui surpreendido hoje, entretanto, com uma notícia que veio de encontro à minha busca. Não podia, então, deixar de aproveitar para inaugurar este Blog relatando uma importante vitória não só minha, mas também da Justiça do nosso país e dos brasileiros em geral.

Em dezembro de 2011 fui ao Parque do Ibirapuera, pedalando. Lá chegando prendi minha bicicleta num bicicletário disponibilizado para este fim (tratava-se de estacionamento de bicicletas) e então fui correr pelo parque. Sempre que tinha tempo fazia isso: pedalava até o Ibira, prendia a bike e saia a correr.

Certa noite eu virei estatística. Tive a lamentável experiência de ter um bem furtado dentro de um aparelho público (parque municipal), local onde munícipes praticam exercícios com a sensação de estarem seguros; ademais, trata-se de um ambiente público intramuros, iluminado e provido de segurança (afinal de contas, financiamos isso tudo com os pesados impostos – que pouco revertem para nós; nossos impostos visam a promoção pública de saúde, educação e lazer mas seguimos pagando escolas privadas, planos de saúde e o nosso lazer).

Pois bem, após o incidente mobilizei reuniões com a Diretoria do parque e muito me surpreendeu terem assumido a responsabilidade e se comprometido a indenizar. Entretanto, nada me surpreendeu terem negado meu pedido formal de indenização.

Sinto, entretanto, que a justiça foi feita. Não desisti de proteger meus direitos e, finalmente, passados apenas 2 meses do ajuizamento de uma ação indenizatória, meu pedido foi julgado TOTALMENTE PROCEDENTE (o que mostra a seriedade, celeridade e eficiência do Poder Judiciário).

Tiramos de lição, desse relato, que:

1. Não devemos desistir de defender nossos direitos; independentemente de quem seja a contraparte – grande empresa ou mesmo o governo (federal, estadual ou municipal), se o direito nos socorrer sairemos vencedores; e

2. O Poder Judiciário tem se esforçado para que os processos tramitem de forma  célere – deve-se não só confiar e apoiar o Poder Judiciário, mas principalmente ajudá-lo, no limite das nossas possibilidades, peticionando com seriedade e objetividade e apresentando documentos e provas robustas que confiram ao Juiz conforto suficiente para decidir o litígio – nosso país está abastado de profissionais que buscam simplesmente procrastinar, cabendo ao cidadão efetivar a seleção natural daqueles que efetivamente exercem a advocacia de forma proba e responsável.

Aproveito para compartilhar a sentença na íntegra, aqui.

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